sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Figado artificial

Pela primeira vez, pesquisadores constroem e transplantam um fígado de laboratório, abrindo caminho para estudos que poderiam beneficiar milhares de pessoas à espera de um doador.

A pesquisa publicada na Nature Medicine foi realizada em ratos e é bastante inicial, mas seus resultados são promissores.

Liderados pelo dr. Basak Uygun, do Centro para Engenharia na Medicina do Hospital Geral de Massachusetts (MGH), cientistas usaram o tecido estrutural de fígados de rato como suporte para o crescimento de novas células por meio de um processo inédito.

A idéia de criar um órgão a partir de outro pode parecer contraditória – afinal, por que não utilizar o primeiro para um transplante? Mas o problema é que muitos órgãos são descartados todos os anos por não serem compatíveis com receptores.

Para se ter uma idéia da necessidade de órgãos, no Brasil, no 1º semestre de 2009, foram realizados 602 transplantes de fígado, de acordo com o Ministério da Saúde. Nesta mesma época, a fila de espera era de 4.304 pessoas.

Portanto, ao invés de descartados, os órgãos incompatíveis serviriam como base para a criação de um novo fígado. No futuro, com o avanço das pesquisas com células tronco, poderia ser possível inserir material do próprio receptor neste “molde” e recriar um órgão especificamente para ele.

A técnica de “descelular” os órgãos começa com um fígado de doador sendo “lavado” para que saiam as suas células. O que resta é apenas o colágeno e o sistema vascular, criando uma moldura que servirá para o crescimento de novas células.

Depois de ficar somente com a moldura, os cientistas injetaram 200 milhões de células saudáveis de fígado nela. Elas se espalharam pelo e suporte e, com um fornecimento artificial de sangue, o fígado reconstruído sobreviveu em uma placa de petri por 10 dias.

A vantagem de manter essa moldura biológica é que ela contém sinais bioquímicos e “dicas” que redirecionam as células colocadas para suas posições e estabelece funções – um processo bem difícil de ser imitado com tecidos artificiais.

Estudos mostraram que o novo fígado também era capaz de quebrar toxinas mesmo quando ligado novamente a um rato. Mesmo que por apenas algumas horas, o funcionamento do órgão representa um grande avanço.

Ainda seria necessário criar um fígado com todas as células funcionais, incluindo as especializadas em destruir bactérias e outros invasores.

Fonte: http://biomedicinapadrao.blogspot.com/2010/06/figado-artificial.html

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aine Minogue - Celtic Lamentations



Aine Minogue é uma compositora de musica antiga ( época medieval ) esse cd é bem característico dessa época , um cd bem céltico , com melodia muito lindas e bem composta, para quem gosta de estilo céltico esse cd é de boa qualidade.

Yasunori Mitsuda - Creid



Um ótimo cd desse grande compositor japonês Yasunori Mitsuda, ele é conhecido por ter feito um trilha sonora do jogo do Chrono Cross, seu arranjo tem bastante melodia com violino piano e algumas passagem de flautas, e tem leves esboço de musica celticas.

Aspecto das cores.


Vermelho: Ela é uma cor que carrega vibrações bastantefortes como vitalidade e fertilidade,ela é relacionada com a corda criação devido sua onda transmitir a vitalização das células sexuais,favorece liberação de hormonios e estimula a sexualidade ( ativação sexual ),trasmite uma onde da calor grande devido sua tonalidade viva relacionado com o fogo, ajuda no aumento de estimulo da temperatura da pele , e o fluxo sanguineo,onde a cor vermelha é expansiva e acelerador devido sua cor quente e primaria( sendo um cor que se encontra pura na natureza), onde é conhecido em todo lugar comoa cor "pai" estimuladora e grande poder de atração.

Rosa: É uma cor da expressão do amor universal, a comunhão entre homem e natureza consigo mesmo, representa um grande transformação da terra, transformação em sentido de evolução interna, tornando um mundo de renovação é única cor que tem a capacidade de transformar qualquer coisa, usado para voltar o equilíbrio da energia interna é usado também como calmante, ele também equilibra o sistema nervoso, é dirigido para a corrente sanguinea , seno um ativador e estimulante e queimador de gorduras, no trato digestivo é calmante, devido a região que se encontra substancia muito densas, o rosa + o verde é usado no tratamento para equilibrar da região abdominal, na mente a cor atua transformando todo os pensamentos para o foco do amor, muda também o medo, ciúmes, tristeza, angustia e acalma as funções.

Laranja: Na cor laranja adquire condições de existência física, onde constrói os osso necessários à formação necessário de um veiculo adequado na nossa expressão da manifestação na superfície da terra ( a cor ela conduz o cálcio) ajuda no aprendizado, ela esta ligado bastante com o sistema ósseo , ajuda em fraturas, fissuras e fraqueza óssea. Sua relação com a mente ela auxilia no processo de aceitação e superação dos momentos da vida ( ampliando o horizonte ), uma cor importante na fase da puberdade devido é um fase que exige um definição “do ser e como ser” ( ajudando um formação de um caráter bom ), proporciona um alivio de repressões , aumenta energia fisica dissipando depressões e desânimo, o laranja é usado em pessoa com problemas mentais como os débeis mentais ajuda uma estimula o ego, devolvendo e elevando a mentalidade.

Amarelo: Desenvolve a capacidade de criação, proporciona movimentação celulares do nosso corpo, afasta experiência já vividas ( liberando do passado ) com isso da um oportunidade de superação em alguns casos. No sistema nervoso central ( SNC ) funciona como uma revitalizador e estimulador dos campos nervosos, influenciando na ativada mental ( por isso é uma cor característica de um poder de criação da mente ) ,

Verde: Esta associado em momento de paz, bem com a saúde e cura ( por isso que os hospitais tem em comum as paredes ser em tonalidade de verdes ), dentro de nós é um agente energizador e equilibrador de vibrações inorgânicas onde trasmite em nossa consciência uma harmonia, gostaria de complementar essas informação retirada do livro um fato entra a natureza é nós, ela é conhecido como um cor de paz e harmonia, se percebe é a cor mais predomina na terra, a cor verde é onde tem a presença em cerca de 90% no nosso dia, veja onde tiver natureza tem a cor verde, sua característica sobre a mente conduz o homem viver com os pés no chão, passa um paz espiritual estabilizando o centro da natureza do homem, usado com calmante , restaura a energia , resolve em casos de insônia e esgotamento e irritação, o verde elimina o estresse físico, baixa a fonte de adrenalina .

Azul ( minha cor ): É uma cor que ajuda a “mergulhar” na paz , passa tranqüilidade, suavidade e ternura, as pessoa que gosta muito de azul elas são rígidas e honradas , traduz um perfil de uma pessoa associável, afetuosa e confiável, além de revistir um conservadorismo e ter pés no chão, o vestir azul faz as pessoa confiarem em você, porem a pessoa que gosta muito da cor azul difícil aceita coisa mundana, porem tem que desligar um pouco do mundo próprio e reconhecer um pouco mais do mundo exterior pois tem muita coisa para aprender. Sua atuação no sistema nervoso ele atua no sistema muscular e nervoso, usado em anestesia muscular, ela reduz o excitamento, remove idéias possessivas, transmite a paz, serenidade, aconchego, sentimento de proteção e usado em casos de choque mental, a cor é usado em pessoa hipertensas devido sua transmissão de onda.

Índigo: É o raio da espiritualidade , uma pessoa que é muito devota e dedicada, cor onde faz ampliar a compreensão, promovendo a mais profunda visão e que nos desperta para o que realmente somos, fazendo com que percamos o enfoque físico e derecionemos a atenção a essência do ser, a consciência de quem somo é trazido a presente vida por intermédio do raio índigo, ajuda a liberação de medos e inibições ajudando na expensão da mente , favorece reformas inferiores em todo os níveis do ser e atua no sentimento da culpa .

Violeta: Contem um onde eletroquímico, considerado uma cor onde faz o controle e coordenação da mente superior, é cor da consciência cósmica ( áurea ) onde identifica mente livre sem preconceitos, onde pode considerar a vida sem dogmatismos, observando o passado e futuro com exatidão,e de com a certeza que a vida é eterna e esta sempre em evolução, ela esta ligado com chakra mais alto do nosso corpo onde tem uma forte ligação a fontes e compreensão divinas, um cor ideal para purificação de idéias , uma grande natureza intuitiva ( espiritual ), a cor estimulo a mais alta idéias humanas, gostaria de ressaltar que o violeta é característico do chakra mais alto do corpo o chakra coronário , toda as divindades conhecido no mundo tem um áurea em volta da cabeça ( jesus, buda, santos ) isso mostra uma natureza evoluída um lei de intuição muito grande , um espírito elevado, limpa sentimentos como ciúmes, angustia, ódio e medo, atua em todos os tipos de neuroses, acalma picos violentos de insanidade mental.

Isso ae, falei uma pouco das características das cores e um pouco da suas atuações, porem eu retirei essa informações de um livro, porem eu coloquei as coisas mais importante e complementei mais informações que eu li em outra literaturas porem não fala nesse livro da postagem mais eu achei interessante então complementei com minha palavra isso aí.

Livro: Cromoterapia, Qualidade das cores e Técnica de Aplicação

Editora: Roca

Obrigado a todos!

Trashi delek.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ALZHEIMER - Casos aumentam no Brasil

(BR Press) - Alterações comportamentais, repetições, dificuldades para lidar com tarefas complexas e planejamento, perda da habilidade espacial e de organização, esquecimento. Esses são alguns dos sintomas mais comuns do Mal de Alzheimer. Segundo estimativas, a doença atinge cerca de 5% da população brasileira com idade igual ou superior a 65 anos e que, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde, matou seis vezes mais brasileiros na última década - em 1999 foram cerca de 1.300, já em 2008, o número pulou para quase oito mil.

Sem causa conhecida, a doença ainda assusta a população e, por isso, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) lança a Campanha Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer, que acontece durante o mês de setembro em todo o país. São mais de 40 palestras para esclarecer dúvidas e alertar para a importância do diagnóstico precoce na melhoria da qualidade de vida do paciente. Em média, a descoberta da doença demora três anos e, em 95% dos casos, os pacientes morrem nos primeiros cinco anos após as primeiras manifestações do problema.É bom saber

"Se o paciente receber o diagnóstico precoce a qualidade de vida pode melhorar, porque a evolução da doença é menor. Se a família recebe orientação e apoio, consequentemente a qualidade de vida também melhora. Em termos de tratamento também muda. Há uma resistência muito grande na nossa cultura de entender que há uma melhora na qualidade de vida, mesmo que não haja cura. Precisamos fazer com que as pessoas acreditem nisso, porque é verdade", afirma a coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, Márcia Chaves.

O Alzheimer está associado ao envelhecimento, sendo responsável por 10% dos casos de demência em pessoas acima de 65 anos e 50% acima dos 80. A prevalência da doença aumenta conforme a idade, ou seja, a cada cinco anos as chances de desenvolver o problema dobram, sendo que entre 65 e 69 anos as probabilidades sobem cerca de 2,5%, podendo chegar a 5% na faixa a partir de 80 anos.

Música e leitura
A doença leva cerca de dez anos para manifestar os primeiros sinais clínicos, logo, há estudos que sugerem a possibilidade de "adiar" em até seis anos o seu aparecimento, realizando algumas atividades que melhoram a nossa cognição, como leitura, dança e tocar instrumentos musicais. Porém, isto deve ser deve ser feito pelo menos três vezes por semana durante um período não menor que 20 anos.

"O mais comum é que a doença apareça a partir dos 65 anos, então precisamos fazer essas atividades com antecedência", diz Márcia. "Podemos também combinar atividades que evitam doenças cardíacas e incluir a leitura para ajudar também contra o Alzheimer",

Depressão
Segundo estudos, ainda não há um consenso sobre a depressão como um fator de risco para o desenvolvimento do problema. Mas um indivíduo apático, ou seja, que não procura atividades de lazer, leitura ou convívio social, possui chances aumentadas de ter o Mal de Alzheimer.

Com o tempo, a doença prejudica o organismo do portador de forma indireta. "As pessoas ficam acamadas e isso causa comprometimento, porque o paciente tem dificuldade de se alimentar e de movimentação. Isso torna o organismo mais suscetível à infecções, porque há mais dificuldades de controle das funções básicas. O mais frequente é a decorrência de um quadro infeccioso pulmonar", explica Márcia Chaves.

Porém, a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer, Viviane Abreu, lembra que é possível adiar e amenizar esse quadro. "Na reabilitação de portadores de Alzheimer temos profissionais que vão ajudar a adiar esses problemas de controle de atividades naturais, por exemplo. Os pacientes fazem atividades físicas que retardam esses sintomas, os deixam mais leves e facilita os cuidados, além de diminuir as infecções, preservando melhor a cognição", diz.

O Dia Mundial do Alzheimer acontece a cada 21 de setembro e traz campanhas educativas em diversos países.

Veja a programação da Campanha Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer aqui.

(Gabriel Bonis/Especial para BR Press)

Fonte: Saúde e Ciência Yahoo!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Descubra qual é a sua cor ...

Bom eu vou postar hoje alguns aspecto de cores com a personalidade de cada um, para entender um pouco sobre função das cores, é estudado ate hoje cores que influencia na nossa vida e no nosso organismo , tem um biomedico que faz pesquisa o que cada cor influencia em nós, eu vo ver se eu consigo mais tarde postar um vídeo mostrando um pouco do seu estudo , onde ele coloca celulas de defesa ( macrofago ), dentro de uma tipo de câmera, e estimula a célula com determinada cor e vê no que resultou , ao decorrer da pesquisa foi provada que a cor azul estimula de algum modo o macrofogo, depois eu posto um outro tópico falando mais da função das cores e como elas atua , então logo ai embaixo verá um lista com a personalidade que corresponde a cada cor .

Cor Vermelha = Onde uma pessoa muito energética, vibrante, dinâmica, cheia de vitalidade e ânimo e muito sensual.

Cor Rosa = Pessoa doadora, carinhosa, suave e uma pessoa que tem um aspecto de "mãezona"

Cor Laranja = Pessoa que ultrapassa os limites, gosta de desafios, persistente e realizadora.

Cor Amarela = Pessoa feliz, comunicativa, alegre, descontraída, sonhadora, tem mais idéia do que ação

Cor Verde = Pessoa equilibrada com poder de julgamento, porque consegue ver os dois lados da questão e " o verde permite ponderar, mas não executar"

Cor Azul = Pessoa conservadora, agradável, pacifica e tem ternura, e a sua percepção sensorial. É a doçura e seu conteúdo é ternura.

Cor Azul Indigo = Pessoa introspectiva, interiorizada, com consciência e percepção muito desenvolvida.

Cor Violeta = Sugere situosidade, poder elevação

sábado, 31 de julho de 2010

Cogumelos comestíveis ajuda no sistema de defesa do organismo e enriquece o coração



Shitake e Shimeji. Esta dupla poderosa de cogumelos incrementa qualquer receita, mas não é só o seu paladar que sai ganhando com as duas espécies. Sua saúde também agradece. "O shitake possui como carro chefe nutricional a lentiman, um substância que estimula o sistema imunológico, protegendo o organismo contra doenças", explica a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria Nutricional.

Outro composto dessa variedade, a eritadenina é conhecida por reduzir as taxas de colesterol. As betaglicanas encontradas em maior quantidade no shitake vem chamando a atenção dos cientistas. São substâncias que estimulam as células de defesa a combaterem infecções e tumores, além de carregarem antioxidantes que barram o processo de envelhecimento celular. Mais um de seus feitos é controlar os níveis de açúcar do sangue, beneficiando quem sofre com o diabetes.


Já o shimeji é o terceiro cogumelo comestível mais cultivado no mundo. Nos países orientais, acredita-se que a espécie também possui propriedades relativas à redução do colesterol e à prevenção dos problemas hepáticos. Ele também fornece ergosterol, um precursor da vitamina D.

Além disso, os dois tipos carregam uma considerável quantidade de ácido fólico. Em 100 gramas de cogumelo há 1014 mg do nutriente, enquanto a ingestão diária recomendada é de 400 mg. "Estudos mostram que o ácido fólico evita a má formação do feto e más formações congênitas, previnem doenças cardiovasculares, desordens mentais, câncer e o mal de Alzheimer"

Fonte: Minha vida ( Site )

sábado, 10 de julho de 2010

A cura pelo toque.

Suponhamos que você esteja em casa e, de repente, sinta auela dor de cabeça terrível. Pode ser também que você esteja com cólica, ou então, sofra de insônia e não consiga dormir.

Em vez de se desesperar ou correr tomar um analgésico, experimente usar o do – in , uma técnica da medicina tradicional chinesa (MTC), onde um toque no ponto certo pode reequilibrar a sua energia, devolvendo-lhe a saúde. Para entender como funciona esse metodologia imagina que fosse possível enxergar o corpo humano além de músculos e ossos, seria uma surpresa porem enxergaria canais energéticos fluindo no nosso corpo, em um ritmo que nunca pára.

Esses canais são chamado de meridianos, “linhas” que estendem ao longo do organismo e correspondem, cada uma, ao funcionamento e um órgão ou vísceras do nosso corpo,que também estão relacionado com emoções e comportamento.

Na base da MTC, surgida na China há mais de 5 mil anos e depois levada para o Japão.Quando equilibrada essa energia (conhecido como CHI na china e KI no Japão )resulta uma saúde perfeita. Esse conceito é bem diferente da definição da OMS, que tem saúde como a simples ausência de doença ou invalidez.

Para os orientais, não apresenta enfermidade não é suficiente. Para ser saudável, a pessoa também deve ter disposição, alegria de viver, relacionar bem. Se essa energia estiver em falta ou em excesso, o mal-estar, o desânimo, o cansaço e as doenças acabam aparecendo.

O segredo para ter corpo e mente sadios nada mais é do que um fluxo energético estabilizado. Mas como atingir esse equilíbrio? A resposta é simples: com as mãos.

E isso pode ser feito com três técnicas diferentes: o shiatsu, o do-in a acupuntura e outros ( com trabalhos em bases dos meridianos ). Para poder reequilibrar a energia vital, no shiatsu, o terapeuta da medicina oriental aplica pressão com os dedos em todo o trajeto dos meridianos.

Utilizando o do-in, alguns pontos ao longo dos canais de energia são pressionados,e na acupuntura, esses mesmos pontos são acionados com a aplicação de uma pequena agulha. “Quem dá os sinais de que técnica será utilizada é o próprio paciente” , como explica a medicina chinesa.

A HARMONIA ENTRE YIN E YANG

Imagine que uma pessoa apresenta um mal funcionamento intestinal. O terapeuta vai atuar, então, no canal de energia do intestino grosso. Como, segundo a medicina tradicional chinesa , a maioria das doenças é ocasionado por excesso de energia, deve se sedar o ponto ou trajeto do meridiano, o paciente durante aplicação do método pode sentir dor isso e normal por ser uma resposta natural do organismo. No entanto, conforme a energia vai sendo liberada, é como se houvesse uma sedação e a dor passa. De acordo com a MTC a falta de energia está relacionada com a minoria das enfermidades, como o câncer e as doenças degenerativas. E então, deve-se tonificar.

“Nos dois casos ( tonifica ou sedar o ponto ), o objetivo é , com o toque, descongestionar o fluxo energético e devolver a homeostasia, a estabilidade ao organismo” segundo José Líbano professor de medicina oriental. Em outras palavras, trata-se do equilíbrio energético que lhe é próprio e que está em sintonia com a natureza. Aliás, a MTC tem bases filosóficas no Taoísmo, no qual o universo é resultado da interação entre o YIN e YANG, gradações do TAO (energia cósmica universal) e, dessa maneira, o corpo humano também funciona de acordo com essas duas forças. Portanto, tudo tem o seu lado YIN e seu lado YANG (sol = yang, lua = yin , o céu = yang, terra = yin), no casso do nosso corpo a tensão é característica Yang e o relaxamento é característico Yin, a constipação é Yang, e enquanto a diarréia é Yin. Do equilíbrio entre essas duas forças é que depende da harmonia de todos as coisas do universo. Coma saúde, não é diferente: para estar saudável Yin e Yang devem estar em equilíbrio no seu organismo.

Revista: Viva Feliz
Ano 1 - N° 2
1999.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Natureza, útero da Vida ...




O ser humano partícula de luz do imenso universo,será sempre força atuante na matéria, no entanto, enquanto não compreender que a Natureza é seu berço, o homem será fonte destruidora, fonte esmagadora, fonte de lágrimas de sal que envolvem os mares, as florestas e sua vida vegetal, animal e mineral,os rios que se mesclam a esgotos, as estradas que destroem passagens e caminhos sem pedir licença, as combustões que emitem gases tóxicos que poluem as águas, os mares, o ar que nutre este berço e nutre todos os seres vivos.
O comportamento da destruição em massa transforma o que um dia foi útil em lixo altamente prejudicial, haja vista a transformaçao de gases de putrefação nos morros, montanhas e ao longo de circuitos energéticos que abrangem vulcões e crateras que outrora não se manifestavam e não provocavam altas lavas e constantes explosôes, pois o homem colaborou na atitude, na omissão,na forma de pensar, no uso da palavra, contribuiu para a desvalorização da Natureza, que é a fonte máxima da vida, é como retirar o feto em tempo inábil para manter a vida, o homem está fazendo de tudo para que este feto que mantém a Natureza se torne um natimorto sem precedentes, sem escolhas, sem vontade própria.
No entanto , o retorno é proporcional ao ato, destruir a própria casa e deixar de nutrir a própria mãe, provoca uma revolução do berço em fazer de tudo para salvar a fonte primária que é a Natureza, o berço provoca formas de manifestar o equilíbrio, então as ações de terremoto, maremoto, degelo, chuvas em excesso, queimadas em florestas devido a altas temperaturas são resultados de uma força destruidora do homem, que ainda não despertou para a verdade das leis do equilíbrio, do reconhecimento, da gratidão, em relação à sua mãe maior, a Natureza que é o brilho do Criador e a fonte do alimento que um dia foi inesgotável, e hoje é uma fonte em perigo nas mãos do homem.
Feliz é aquele que reconhece, é grato e realiza o que for possível para que o equilíbrio de suas ações não provoque a revolução do berço da vida, que tudo vê, tudo sente, e contribue para que o ser humano seja um líder material que tem a obrigação e a finalidade de receber a natureza e cuidar de tudo que ela oferece respeitando e agradecendo ao reino vegetal,animal e mineral pela dádiva da vida, pela dádiva da evolução, pela dádiva do perdão, e pela dádiva de estar compartilhando com honra e vontade, a amizade, a beleza, a dignidade e a perfeição que somente a natureza pode oferecer.

"TAO"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Solidão.

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

BEM PENSADO !


Chico Buarque

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estudos do cérebro com os monges




Meditação é muito mais que um exercício de relaxamento. Neurocientistas constatam que exercícios mentais regulares modificam nossas células cinzentas - e, portanto, também nosso modo de pensar e sentir.

Por Ulrich Kraft (médico e colaborador da revista alemã Gehirn & Geist, do Grupo Scientific American, jornalista científico em Berlim. Tradução por Sérgio Tellaroli).

Vermelho, amarelo, verde. Diante das diferentes cores nas imagens de ressonância magnética funcional, Richard Davidson identifica as regiões do cérebro de seu voluntário que apresentam atividade significativa enquanto este tenta conduzir a própria mente ao estado conhecido como "compaixão incondicional". O tubo estreito do barulhento tomógrafo de ressonância magnética está, com certeza, entre os locais mais estranhos nos quais Matthieu Ricard já praticou essa forma de meditação, central na doutrina budista, nos seus mais de 30 anos de experiência.

Para o francês, o papel de cobaia no laboratório de Davidson, na Universidade de Wisconsin, em Madison, é também uma viagem ao passado - a seu passado como cientista. Em 1972, aos 26 anos, Ricard obteve seu doutorado em biologia molecular no renomado Instituto Pasteur, de Paris. Pesquisador iniciante, com futuro promissor pela frente, decidiu-se pela "ciência contemplativa". Viajou, então, para o Himalaia e passou a dedicar a vida ao budismo tibetano. Hoje, é monge do mosteiro Schechen, em Katmandu, escritor, fotógrafo e, na condição de tradutor, integrante do círculo mais próximo ao Dalai Lama. Ricard, no entanto, retornou à "ciência racional" porque Davidson queria saber que vestígios a meditação deixa no cérebro.

Sem o Dalai Lama, é provável que a insólita colaboração entre o neuropsicólogo e o monge jamais tivesse acontecido. Há cinco anos, ao lado de outros pesquisadores, Davidson visitou o chefe espiritual do budismo tibetano em Dharmasala, local de seu exílio na Índia. Lá, discutiram animadamente as descobertas neurocientíficas mais recentes e, em particular, como surgem as emoções negativas no cérebro. Raiva, irritação, ódio, inveja, ciúme - para muitos budistas praticantes, essas são palavras desconhecidas. Eles enfrentam com serenidade e satisfação até mesmo o lado ruim da vida. "A meta suprema da meditação consiste em cultivar as qualidades humanas positivas. Então, vimos isso como algo que precisaríamos investigar com o auxílio das ferramentas modernas da ciência", conta Davidson.

Ele foi pioneiro nessa área, mas nomes importantes da pesquisa cerebral seguiram seus passos. Com auxílio da medição das ondas cerebrais e dos procedimentos de diagnóstico por imagem, os cientistas buscam descobrir o que nosso órgão do pensamento faz enquanto mergulhamos em contemplação interior. E os esforços já deram frutos. Os resultados dessa pesquisa high-tech, no entanto, dificilmente surpreenderiam o Dalai Lama, uma vez que não fazem senão comprovar o que os budistas praticantes vêm dizendo há 2.500 anos: a meditação e a disciplina mental conduzem a modificações fundamentais na sede do nosso espírito.

No início da década de 90, seria muito difícil que algum pesquisador sério ousasse fazer tal afirmação publicamente. Afinal, uma das leis fundamentais das neurociências dizia que as conexões entre as células nervosas do cérebro estabelecem-se na infância e mantêm-se inalteradas até o fim da vida. Hoje se sabe que tanto a estrutura quanto o funcionamento de nossa massa cinzenta podem se modificar até a idade avançada. Quando alguém se exercita ao piano, além do fortalecimento dos circuitos neuronais envolvidos, novas conexões são criadas, aumentando a destreza dos dedos. O efeito produzido pelo treinamento é algo que devemos à chamada plasticidade cerebral. Em sua curta história, essa plasticidade já foi examinada sobretudo no contexto dos exercícios físicos e dos sinais provenientes do exterior, como os ruídos, por exemplo.


Campeões da mente

Pesquisador das emoções, porém, Davidson queria saber se atividades puramente mentais também poderiam modificar o cérebro e, em caso afirmativo, de que forma isso atuaria sobre o estado de espírito e a vida emocional de uma pessoa. Os budistas vêem sua doutrina como uma "ciência da mente", e a meditação, como meio de treinar a mente. Para Davidson, era natural buscar respostas com esses "campeões olímpicos do trabalho mental".

Seu primeiro voluntário, um abade de um mosteiro indiano, trazia na bagagem mais de 10 mil horas de meditação e, uma vez no laboratório, logo causou surpresa. Seu córtex frontal esquerdo - porção do córtex cerebral localizada atrás da testa - revelou-se muito mais ativo que o de outras 150 pessoas sem experiência de meditação, estudadas a título de comparação. Como já havia constatado, tal padrão de excitabilidade sinaliza bom estado de espírito - um "estilo emocional positivo", nas palavras de Davidson. Decisiva é aí a relação entre a atividade nos lobos frontais esquerdo e direito.

Nas pessoas mais infelizes e pessimistas, o predomínio é do lado direito - em casos extremos, elas sofrem de depressão. Tipos otimistas, ao contrário, que atravessam a vida com um sorriso nos lábios, têm o córtex frontal esquerdo mais ativo. Experimentos mostraram que essas pessoas superam com mais rapidez emoções negativas, como as que necessariamente resultam, por exemplo, da contemplação das fotos de uma catástrofe. Fica evidente que essa região cerebral mantém sob controle os sentimentos "ruins" e, dessa forma, talvez responda também pelo equilíbrio mais feliz e pela paz de espírito que caracteriza tantos budistas.

A fim de comprovar essa suposição, Davidson continuou testando mais monges e, dentre eles, Matthieu Ricard. Com todos, o resultado foi o mesmo. "A felicidade é uma habilidade que se pode aprender, tanto quanto um esporte ou um instrumento musical", concluiu o pesquisador. "Quem pratica fica cada vez melhor".

De imediato, choveram críticas: como podia ele saber, afinal, se aqueles mestres da meditação já não possuíam cérebro "feliz" antes mesmo de pisar num mosteiro? A objeção não poderia ser descartada assim, sem mais. Por isso mesmo, seu grupo lançou-se a novos estudos. Os pesquisadores recrutaram voluntários entre funcionários de uma empresa de biotecnologia, dividindo-os em dois grupos aleatórios. Metade formou um grupo de controle, enquanto os 23 restantes receberam treinamento em meditação ministrado por Jon Kabat-Zinn, um dos mais conhecidos mestres americanos da chamada mindfulness meditation. Nesse exercício mental, trata-se de contemplar de forma imparcial e isenta de juízo os pensamentos que passam pela cabeça, como se assumíssemos o ponto de vista de outra pessoa. As aulas ocuparam de duas a três horas semanais, complementadas por uma hora diária de treino em casa.

Como se supunha, o treinamento mental deixou vestígios. De acordo com as medições efetuadas por eletroen-cefalograma (EEG), a atividade no lobo frontal daqueles que participaram do curso de meditação deslocou-se da direita para a esquerda. Isso refletiu em seu bem-estar: os voluntários relataram diminuição dos medos e um estado de espírito mais positivo.

Entre os que não meditaram, nenhum deslocamento se verificou no padrão das ondas cerebrais. Dessa vez, porém, Davidson conteve-se na avaliação de seu estudo, que não autorizaria conclusões definitivas. Mas é provável que, em segredo, tenha se alegrado com a perfeição com que os novos resultados corroboravam sua hipótese inicial: a meditação é capaz de modificar de forma duradoura a atividade cerebral. E, ao que parece, isso funciona não apenas para os mestres da reflexão espiritual, mas também para leigos.


Emoções básicas

Nesse meio tempo, Paul Ekman, uma das estrelas da cena neurocientífica, interessou-se também pela figura do monge. Na verdade, o psicólogo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, ocupa-se das emoções básicas, ou seja, daquelas reações emocionais fundamentais que nos são inatas - o susto que nos faz tremer as pernas, por exemplo, quando um rojão explode inesperadamente perto de nós. Respondemos de forma automática a esses ruídos súbitos, graças ao startle reflex, o reflexo de susto. Dois décimos de segundo após a explosão, sempre os mesmos cinco músculos da face se contraem e, passados outros três décimos de segundo, nossa expressão facial se descontrai. Essa reação de susto é sempre idêntica em todas as pessoas, e isso porque, simplificando, assim é o "cabeamento" do cérebro. Como todos os reflexos comandados pelo tronco encefálico, também essa reação escapa ao controle da consciência, isto é, não se deixa reprimir intencionalmente. É, pelo menos, o que reza o estágio atual do nosso conhecimento.

Que, no entanto, nem todos se assustem com a mesma intensidade era uma questão que interessava Ekman havia algum tempo. O motivo é que a intensidade individual da contração muscular permite inferir o estado de espírito de uma pessoa. Quem sente emoções negativas com freqüência - em especial, medo, raiva, pesar e nojo - apresenta um startle reflex bem mais pronunciado que pessoas tranqüilas.

Por essa razão, Ekman estava autorizado a esperar uma reação de susto abaixo da média ao testar um lama budista e solicitar-lhe que buscasse ocultar ao máximo a inevitável contração muscular. Ainda assim, o resultado o deixou perplexo, uma vez que praticamente nada se moveu no rosto do monge. "Quando ele tentou reprimir o susto, a reação quase desapareceu", relatou Ekman, incrédulo. "Nenhum pesquisador jamais encontrou alguém capaz de fazer isso." Nem mesmo um som tão alto como um tiro de revólver assustou o lama. O motivo, na explicação do próprio monge: meditação. "Enquanto eu rumava para o estado aberto, a explosão me pareceu mais suave, como se eu estivesse bem longe." Bastante espantoso, do ponto de vista neurocientífico, é que o monge obviamente conseguiu, por força da vontade, modificar uma reação do cérebro que, na verdade, é automática.

Ao que parece, o órgão do pensamento dos budistas em meditação funciona de modo diferente da massa cinzenta do homem comum - mas como? Em busca de respostas, Olivia Carter e Jack Pettigrew acabaram indo parar na parte indiana do Himalaia, em direção a Zanskar, onde se encontram mosteiros budistas muito antigos. Lá, os pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, investigaram um fenômeno de que a ciência vem se ocupando desde o século XVI: a chamada rivalidade binocular ou perceptiva.

Em geral, não constitui problema para o cérebro fundir numa única imagem a informação visual recebida pelos olhos. Os "instantâneos" percebidos pelos olhos direito e esquerdo encaixam-se à perfeição, porque ambos os lados contemplam a mesma cena. Mas o que acontece quando, por meio de um aparelho apropriado, cada olho vê uma imagem diferente - digamos, o esquerdo, listras azuis horizontais, e o direito, listras azuis verticais? Não podemos ver as duas coisas ao mesmo tempo, razão pela qual o cérebro resolve a disputa de forma diplomática: primeiro, decide-se por uma das imagens para, então, passados alguns poucos segundos, mudar para a outra. E sai pulando daqui para lá e de lá para cá: nossa percepção consciente alterna sem cessar as imagens percebidas por um olho e pelo outro.

Decerto, se concentrarmos toda a nossa atenção numa das imagens, ela se manterá por mais tempo diante do nosso olho interior, mas essa forma de balizamento é bastante limitada. Algumas características das imagens modulam a rivalidade binocular. Se confrontados a um só tempo com um estímulo visual fraco (finas linhas verticais, por exemplo) e outro forte (um grosso traço horizontal), voluntários vêem o último por mais tempo. Em virtude desses dois efeitos, o fenômeno suscita muita discussão neurocientífica, já que, no fundo, trata-se de como o cérebro regula a percepção visual. A modalidade do estímulo, ou seja, as imagens apresentadas aos olhos, determina para que lado penderá a disputa - ou seria isso algo controlável de forma deliberada?

O controle deliberado é a resposta certa - é o que afirma a descoberta, surpreendente até para especialistas - que o grupo de Olivia Carter trouxe de sua expedição investigativa ao Himalaia. Ao menos, essa é a conclusão que se aplica ao objeto específico de estudo da pesquisadora: 76 monges budistas com intensa prática de meditação, com idade entre 5 e 54 anos. "Na meditação, pessoas experimentadas são capazes de alterar de forma mensurável as flutuações normais do estado de consciência a que a rivalidade binocular induz." Assim resumem os cientistas os resultados obtidos, publicados em junho na revista Current Biology.

Carter solicitou a seus voluntários que praticassem a chamada meditação focada em um só ponto. Eles concentraram-se por inteiro num único objeto ou pensamento. Durante essa prática, ou pouco depois dela, os monges, dotados de óculos especiais, foram obrigados a contemplar ao mesmo tempo dois padrões diferentes - um para cada olho. Com o auxílio do mergulho meditativo, mais da metade conseguiu prolongar nitidamente cada fase das comutações típicas da rivalidade binocular. Alguns foram capazes até mesmo de reter uma imagem por mais de cinco minutos - façanha impensável para os voluntários sem experiência meditativa empregados para comparação, que, em média, limitaram-se a reter cada imagem por 2,6 segundos. O feito, no entanto, revelou-se dependente da técnica de meditação utilizada. Quando, em vez da meditação focada em um só ponto, os monges empregaram outro método - voltado antes a um mergulho interior mais genérico que a um objeto concreto -, a alternância constante das imagens manteve-se a habitual. Decisivo, pois, para a estabilização da percepção visual é não apenas a meditação em si, mas o modo como ela é praticada.

Concentração é tudo

Além da rivalidade binocular, outro fenômeno interessava aos pesquisadores australianos: a "cegueira induzida por movimento". Também ela escapa ao controle consciente - ou, pelo menos, assim se pensava. Nesse tipo de experimento, o voluntário contempla uma grande quantidade de pontos que disparam por uma tela. Entre eles, porém, vêem-se alguns pontos fixos, em geral de outra cor. A requerida concentração nos exemplares em ágil movimento faz com que os imóveis pareçam sumir, como se o cérebro os apagasse. Mas não por muito tempo: volta e meia, eles tornam a se imiscuir por um instante na percepção, e o participante não tem como impedir que o façam.

Um dos monges, no entanto, não teve dificuldade alguma com isso. O eremita, que se dedicava havia décadas e em total solidão ao mergulho interior, pôde perfeitamente eliminar os pontos fixos que em geral afloram cintilantes à consciência. Mais de 12 minutos se passaram até que ele anunciasse o reaparecimento de um deles. A partir das alterações nas funções visuais observadas, a equipe deduziu que, na mente desses mestres da meditação, algumas coisas transcorrem de modo não usual. "Diferentes modalidades de meditação e tempos de treinamento diversos conduzem a modificações de curto e longo prazo no plano neuronal", concluíram os pesquisadores.

Seu colega Richard Davidson vai gostar de ouvir isso, sobretudo porque, em 2004, também ele encontrou outras comprovações dessa tese, graças à ajuda de Matthieu Ricard e de mais sete monges enviados pelo Dalai Lama ao laboratório em Madison. Eram todos mestres da contemplação mental, trazendo na biografia algo entre 10 mil e 50 mil horas de meditação - objetos de estudo ideais para as neurociências, como crê o ex-cientista Ricard: "A fim de verificar que porções do cérebro se ativam em diversos estados emocionais e mentais, são necessárias pessoas capazes de atingir esses estados e permanecer neles com lucidez e intensidade".

No caso dos monges de Davidson, a forma de meditação solicitada foi aquela conhecida como compaixão incondicional: amor e compaixão penetram na mente, fazendo com que o praticante se disponha a ajudar os outros sem qualquer reserva. Os monges deveriam se manter nesse estado por um curto período de tempo e, em seguida, deixá-lo. Enquanto isso, Davidson registraria suas ondas cerebrais com auxílio de 256 sensores distribuídos por toda a cabeça. A comparação com um grupo de novatos na prática da meditação revelou diferenças gritantes. Durante a meditação, a chamada atividade gama sofreu forte aumento no cérebro dos monges, ao passo que mal se alterou nos voluntários inexperientes.

Além disso, essas ondas cerebrais velozes e de alta freqüência esparramaram-se por todo o cérebro dos lamas. Trata-se de um resultado bastante interessante. Em geral, ondas gama só aparecem no cérebro por um breve período de tempo, limitadas não apenas do ponto de vista temporal, mas também em termos espaciais.

Que significado elas têm, os neurocientistas ainda não sabem dizer. Essas ondas cerebrais ritmadas, com freqüências em torno de 40 hz, parecem acompanhar grandes desempenhos cognitivos - momentos de concentração mais intensa, por exemplo. Talvez representem o estado de alerta extremo, descrito por tantos praticantes da meditação, especulam alguns. Portanto, por mais relaxado que um monge budista possa parecer, seu cérebro não se desliga de modo algum enquanto ele medita. Ao contrário: durante o mergulho espiritual, fica evidente que está, na verdade, a toda. "Os valores medidos em Ricard estão de fato acima do bem e do mal", relata o psicobiólogo Ulrich Ott com audível espanto. Mas o que fascina ainda mais o pesquisador é o fato de as estimulações terem atravessado de forma tão coordenada todo o cérebro dos lamas. E a razão do fascínio é que há ainda uma segunda hipótese a respeito do significado e do propósito das ondas gama, hipótese que, aliás, envolve um dos maiores mistérios da pesquisa cerebral: a questão de como surgem os conteúdos da consciência.

Quando tomamos um cafezinho, o que percebemos conscientemente é a impressão geral - os componentes isolados são processados pelo cérebro em diversas regiões. Uma reconhece a cor preta, outra identifica o aroma típico, uma terceira, a forma da xícara e assim por diante. Mas não se descobriu até hoje que área cerebral junta todas as peças desse quebra-cabeça. Por isso, os estudiosos da consciência supõem que os neurônios envolvidos se comuniquem por intermédio de uma espécie de código identificador - a freqüência gama. Quando as células nervosas para "preto", "aroma" e "xícara" vibram juntas a uma freqüência de 40 hz, o cafezinho surge diante do nosso olho interior. De acordo com essa tese - e diversos experimentos parecem confirmá-la -, as ondas gama constituiriam, portanto, um tipo de freqüência superior de controle que sincronizaria e reuniria regiões diversas, espalhadas por diferentes partes do cérebro.

Isso explicaria por que a meditação é tida como um caminho para alcançar outros estados de consciência. Em condições normais, as oscilações gama extremamente coordenadas que Davidson observou nos monges jamais ocorreriam, acredita Ott. "Se todos os neurônios vibram em sincronia, tudo se unifica, já não se distingue nem sujeito nem objeto. E essa é precisamente a característica central da experiência espiritual."

Mesmo antes da meditação, a atividade gama no cérebro dos monges era visivelmente mais intensa que no restante dos voluntários, em especial sobre o córtex frontal esquerdo, tão decisivo para o equilíbrio emocional.

Na opinião de Davidson, essa é mais uma prova de que, pela via da meditação - ou seja, do trabalho puramente mental -, é possível modificar aspectos específicos da consciência e, portanto, da personalidade como um todo. "As conexões no cérebro não são fixas. Isso quer dizer que ninguém precisa ser para sempre o que é hoje." Disso, Ricard não tinha dúvida nenhuma, mesmo antes de sua visita a Madison: "Meditação não significa sentar-se embaixo de uma mangueira e curtir o momento. Ela envolve profundas modificações no ser. A longo prazo, nos tornamos outra pessoa".

Para conhecer mais:

O monge e o filósofo: o budismo hoje. Jean-François Revel e Matthieu Ricard. Mandarim, 1998.

Studying the well-trained mind. M. Barinaga, em Science, 302 (5642), págs. 44-46, 2003.
Meditation alters perceptual rivalry in tibetan buddhist monks. O. Carter et al., em Current Biology, 15 (11), págs. R412-413, 2005.

Alterations in brain and immune function produced by mindful meditation. R. Davidson et al., emPsychosomatic Medicine, 65, págs. 564-570, 2003.

Long-term meditators selfinduce high-amplitude gamma synchronity during mental practice. A. Lutz et al., em Proceedings of the National Academy of Sciences, 101 (46), págs. 16369-16373, 2004.