sábado, 1 de maio de 2010

Entre dois pensamentos, mergulhe no céu interior

Certa vez um buscador foi procurar Bayazid, um místico sufi, e perguntou: "Mestre, eu sou uma pessoa muito irascível. A raiva me toma muito facilmente; eu fico realmente furioso e faço coisas. Nem posso acreditar, depois, que fui capaz de fazer tais coisas; eu fico fora de mim. Então, como largar essa raiva, como superá-la, como controlá-la?".

Bayazid tomou a cabeça do discípulo em suas mãos e olhou-o nos olhos. O discípulo mostrou-se um pouco intranquilo, e Bayazid disse: "
Onde está essa raiva? Eu gostaria de vê-la aqui".

O discípulo riu, pouco à vontade, e disse: "Agora eu não estou bravo.
Às vezes acontece".

Então Bayazid disse: "Aquilo que acontece às vezes não é da sua natureza. É um acidente. Vai e vem. É como as nuvens, então por que ficar preocupado com as nuvens? Pense no
céu que está sempre ali".

Esta é a definição de
atman, o céu que está sempre presente. Tudo aquilo que vai e vem é irrelevante; não se aborreça com isso, é só fumaça.

O céu que permanece eternamente nunca muda, nunca fica diferente.
Entre dois pensamentos, mergulhe nele; entre dois pensamentos, ele está sempre ali. Olhe dentro dele e de repente perceberá que você está na não-mente.

Osho, em "Um Pássaro em Voo: Conversas Sobre o Zen

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